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José Antonio Jacob
Teu sorriso no espelho ao
que viera?
Ó capricho do mal que eu não sabia!
Floriste-me a sorrir na primavera
E em meu olhar o inverno ainda existia...
Dir-se-ia que o bom sonho não me espera,
Que a noite alta que em teu relógio havia
Era o encanto da minha fantasia
Que se escapava como uma quimera.
E tu és tudo o que nunca hei sonhado,
E agora ouço esta música, sorrindo...
É triste, mas sorrio conformado.
Ó sonho que se quebra, é cedo e findo!
Sorri meu coração despedaçado
Que o amor que nunca foi sempre é mais
lindo!

Todos os direitos reservados
ao autor
Do livro Almas Raras de José Antonio
Jacob


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