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José Antonio Jacob
É demais, ter dois olhos, é demais!
Meu mundo é tão pequeno de se olhar,
Só tenho o chão que piso, e nada mais...
Do que meu passo incerto para andar.
E o pesar, que me segue sem parar,
Como a criança órfã que procura os pais,
Anda comigo: somos triste par
Que deixa rastros frescos dos seus ais...
Venha viver aqui comigo amor!
Eu posso dar-lhe um pouco da tristeza
Que se disfarça atrás do meu olhar...
E não me assusto mais com essa dor
De ver prato vazio em minha mesa,
Porque sempre me benzo ao me deitar...

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