Longas horas no sítio de repouso,
Tendo a paz do pomar por companhia,
A passar o meu dia preguiçoso
Entre um não sei o quê de nostalgia.



Não escuto o gemido lamentoso
Da Voz que me persegue, noite e dia,
Apenas ouço o pio doloroso
De alguma ave doente em agonia.



E sinto-me abatido e descontente,
Se bem que esteja à toa em meu caminho,
Passeando calmamente junto às flores.



Mas tenho medo de seguir em frente:
Será que poderei andar sozinho,
O que será de mim sem meus temores?
 



Poeta e Escritor - Juiz de Fora - MG

Do livro Almas Raras de José Antonio Jacob


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