|


Ando assustado feito um cão sem
dono,
Abro a janela e a escuridão
inunda...
Faz tempo que não durmo, e estou
sem sono,
Olho lá fora: e como a noite é
funda!
E passa uma Visão, que coisa
imunda!
Um homem morto é como um rei sem
trono,
Fala sozinho e vaga no abandono
Trazendo seus pecados na
cacunda.
Quero dormir: até amanhã
Senhores!
À noite eu tenho febre e alguns
tremores,
Caso eu desperte vos direi bom
dia.
A minha cama é grande e tão
vazia...
Por que será que tenho esses
temores
E sinto a noite cada vez mais
fria?

Poeta e Escritor - Juiz de Fora
- MG
Do livro
Almas Raras de José Antonio
Jacob
Todos os direitos reservados ao
autor


|