Ó freirinhas do Amor religioso!
Rezai por mim que tremo e tusso ao vento
E ainda abraço esse frio impiedoso
Quando me encolho a um canto no relento.

 


Ouvi, Noivas de Cristo, esse lamento
Que sai do meu olhar silencioso
E que vai, como prece, em tom bondoso,
Subir nos muros altos do Convento.

 



Creio no Amor, no Bem, creio em Jesus
E na Virgem Maria Mãe de Luz;
E no Pai que nos criou: creio e não minto!

 


Eu creio sim, freirinhas inocentes,
No que acreditam seus olhares crentes,
Mesmo que eles não creiam no que sinto!
 



 

Todos os direitos reservados ao autor

Do livro Almas Raras de José Antonio Jacob