José Antonio Jacob

 

 

Passo a fumar as horas, desde cedo,
Levo os dias no ócio da bebida,
O vinho tem me suavizado o medo
Desse mistério que se chama Vida.
 


Meu Deus! Estou tremendo feito um bêbedo!
E, ao meu redor, só vejo despedida,
As pessoas me apontam com o dedo,
E, eu, ainda zombo delas em seguida.
 


Dá-me o álcool, Ilusão! Dá-me o teu gosto!
Quimera, Musa da Desesperança,
Que, afável, vem desfigurar-me o rosto!
 


Sorri da minha dor, Falsa Esperança!
Eu mereço guardar essa lembrança
De ver-te debochar do meu desgosto.
 

 

 

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