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Regando serras, várzeas e
arraiais,
em seu percurso doce e corredio,
segue, afagando a terra, o velho rio,
murmurando seus sonhos fluviais.
E acolhe pela enchente, e desde o estio,
charcos, arroios, poças e canais,
depois segue na curva do desvio
descaindo em caminhos desiguais.
É o Bem-aventurado peregrino
que obedecendo ao curso do destino
estende as suas águas para frente...
E, abençoando o solo ribeirinho,
vai verdejando as beiras da nascente
e florescendo vidas no caminho.

Do livro Almas Raras
Todos os direitos reservados ao autor



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