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José Antonio
Jacob
A saudade, que agora me procura,
É como a brisa, que vem lá de fora,
Rompendo a madrugada e abrindo a aurora,
Do meu olhar descrente de ventura.
Mas a dor que me aflige é uma ternura,
Pois que ela é teu pedaço que em mim mora,
E só ponho no olhar minha amargura,
Quando a tua lembrança vai embora...
A dor ofende igual uma saudade:
É que a dor incide e a saudade invade,
As duas se assemelham, são iguais!
A saudade que chega dói demais...
E a dor magoa a gente sem piedade
Porque a saudade sempre pede mais!

Todos os
direitos reservados ao autor
Do livro Almas
Raras de José Antonio Jacob



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