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José Antonio Jacob
Essa roseira, sempre silenciosa,
Não teve em sua vida outros caminhos,
E, desde que perdeu a última rosa,
Dobrou-se sob o peso dos espinhos.
E essa mulher que aqui passa esperançosa,
Afagando os seus filhos com carinhos,
Faz-me crer, de uma forma tão piedosa,
Que vi Nossa Senhora e os seus anjinhos.
A roseira a chorar as suas dores
Fica no meu canteiro, ao sol e à lua,
Descrente do milagre de outras flores.
E a mãe, que passa em frente, continua...
E esquecida dos próprios dissabores
Vai beijando os seus filhos pela rua.

Todos os direitos reservados ao autor
Do livro Almas Raras de José Antonio Jacob



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