José Antonio Jacob

Juiz de Fora - MG

 

 

Da minha porta para fora havia
Uma ruazinha, calma e sorridente,
E assim que o sol amanhecia o dia
A moça abria uma janela em frente.
 


Depois dava um sorriso indiferente...
E eu sempre quis saber (eu não sabia)
Se ela saudava o mundo à sua frente
Ou se era para mim que ela sorria.
 


Jamais atravessamos a ruazinha,
Eu nunca fui sequer à porta dela,
Também ela não veio até à minha.
 


E o tempo nos deu um tom doloroso:
Eu fui ficando velho e esperançoso
E ela ficou sorrindo na janela..

 

 

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Do livro Almas Raras de José Antonio Jacob