José Antonio Jacob

 

 

Se o teu olhar não me recusa encanto
E o teu sorriso encolhe-se, em temor,
Tremas de assombro ... tremas com espanto!
Que tu estás amando a minha dor.

Ó Alma doce, ó Alma de esplendor!
Que nos importa a dor, que importa o pranto?
Se, te amo, meu amor, e amo-te tanto!
Também tu me amas tanto meu amor...

Vê, como é triste, a vida dessas flores,
Que só ganham sorrisos e favores,
Quando estão no frescor das ramas cheias...

E depois de perderem os carinhos,
Das raízes, dos ramos... dos espinhos...
Vão, mortas, perfumar vidas alheias.
 

 

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