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José Antonio Jacob
Ó mulher perigosa dos amores!
Hei de adorar-te ao meu discreto jeito,
Sopras e inflamas dentro do meu peito
As chamas dos prazeres e das dores...
Todas as noites tristes que me deito
Quero o mel dos teus olhos tentadores
E na relva macia do meu leito,
Em sonhos, provo todos teus sabores.
És do mundo mulher porque és bendita!
Queres viver na vida um desatino
E o teu trêmulo corpo ainda hesita?
Fecha teus olhos dos pudores vãos
E vem Cigana: lê o meu destino
Que o meu destino está nas tuas mãos!

Todos os direitos reservados ao autor
Do livro
Almas Raras de José Antonio Jacob



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